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Evento reuniu cervejeiros para debater tributação, mercado e internacionalização


Data de Publicação: 31 de março de 2017


Como estar preparado e formalizado num mercado que cresce a cada ano foi o tema central do Workshop para Cervejarias Artesanais que ocorreu nesta manhã (31 de março) na sede do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC), que organizou o evento junto com a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Fampesc) e da Associação de Microcervejarias da Região Metropolitana de Florianópolis (União Cervejeira).

Cerca de duzentos participantes, entre proprietários, dirigentes e profissionais de Contabilidade das microcervejarias catarinenses.  ouviram três palestras que detalharam desde a tributação e formação de preço, passando por informações sobre internacionalização e depois linhas de crédito disponíveis. O evento foi transmitido pela internet, no site e facebook do CRCSC.

Na abertura, o presidente do CRCSC, Marcello Seemann, deu as boas vindas e lembrou que a Contabilidade bem feita é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. O presidente da Fampesc, Alcides Andrade, enfatizou que o mercado exige profissionalização e disse que o incentivo a este mercado tem sido constante em Santa Catarina, incluindo consultorias e criação de rotas turísticas em algumas regiões. 

O presidente da União Cervejeira, Renildo Nunes, destacou que a organização do evento veio culminar várias reuniões que o grupo tem realizado para difundir as possibilidades de formalização e crescimento deste mercado no Estado.

 

O Workshop tem apoio da Associação dos Empreendedores de Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais da Região Metropolitana de Florianópolis (Ampe Metropolitana), Rota Turística Caminho Cervejeiro e Sebrae/SC.

 

Palestras – O primeiro painel foi sobre Tributação nas Cervejarias Artesanais e Formação de Preço, com a apresentação do contador  Itelvino Schinaider, consultor tributário em Tributos Diretos, Planejamento Tributário e Reorganização Societária. Atualmente presidente do Sindicato dos Contabilistas  de Blumenau (Sindicont), Itelvino detalhou a legislação para a área e simulou a formação de preços. Junto com ele esteve Mauricio Natal Spilere, advogado tributarista e representante jurídico da Fampesc, que esclareceu as dúvidas dos presentes.

 

A segunda palestra foi sobre Internacionalização das empresas e Promoção da Exportação, com professor e especialista na área Douglas Cândido, que é  executivo de uma empresa norte-americana e representante do Sebrae. “Os mercados internacionais exigem modelo de negócios e propostas comerciais consolidadas, por isso é tão importante conhecer seu negócio e o cliente, mesmo que possuam empresas de representação”, disse ele.  Douglas mostrou números de alguns mercados externos de cerveja, sendo que os Estados Unidos é hoje o maior importador e na sequência vem alguns países da Europa, como Itália e Reino Unido.

 

 

A última palestra foi sobre Linhas de Crédito para a Micro e Pequena Indústria com o Diretor Superintendente do Banco do Empreendedor, de Florianópolis, e Diretor Superintendente do Instituto Casa do Empreendedor de Joinville, Luis Carlos Floriani. Com uma longa trajetória no associativismo e área de crédito, Floriani destacou as possibilidades de financiamentos para os negócios de pequeno porte. Ele deu orientações sobre o setor e as modalidades de crédito com juros mais baixos. O analista de projetos no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Richard Cunha Schmidt, complementou o painel mostrando outras oportunidades para o crescimento das cervejarias.

 

 

SAIBA MAIS DO MERCADO CERVEJEIRO

 

Como exemplo do avanço do segmento e do potencial de exportação, um estudo realizado entre 2013 e 2014 nos Estados Unidos revela que, enquanto o aumento no volume total do consumo de cervejas foi de 0,5%, as artesanais cresceram 19,4%, passando a ocupar 11% do mercado naquele país.

No mesmo período, os EUA importaram 3,4 bilhões de litros. O consumo total chega a 23 bilhões de litros por ano, o que corresponde a 13,2% do mundo. Lá, as cervejas são feitas por 3.400 produtores.

No Brasil, o consumo é de 14 bilhões de litros/ano, equivalente a 6,7% do mundo, com cerca de 250 produtores.