CRCSC participa de Seminário com lideranças na Fiesc
Data de Publicação: 8 de março de 2016
Integrantes da Diretoria do CRCSC estiveram num evento na segunda-feira (7/3) promovido pelo Grupo RIC, em conjunto com o Governo do Estado e Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Estavam presentes empresários e lideranças para discutir o tema “Construindo Conceitos por uma Santa Catarina melhor”. O presidente Marcello Seemann e as vice-presidentes Raquel de Cássia Souto e Michele Roncalio participaram do seminário, assim como o diretor executivo Cláudio Petronilho.
Durante um almoço, os ppresentes ouviram palestras do presidente da RIC, Marcelo Petrelli, do jornalista Eduardo Oinegue, do presidente da Alesc Gelson Merísio e do governador do Estado Raimundo Colombo.
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Os representantes do CRCSC conversaram com o governador sugerindo algumas ações, e também trocaram ideias com o presidente da Fiesc Glauco José Corte, com o secretário de Estado da Fazenda Antonio Luiz Gavazzoni, e ainda o deputado estadual Manoel Mota, o presidente da Fecomércio Bruno Breithaupt, o presidente do CREASC e Ascop Carlos Alberto Kita Xavier, o vice-presidente da OAB-SC Luiz Carlos Brati e o presidente da Associação Catarinense de Imprensa Ademir Arnon.

PALESTRAS - O presidente executivo do Grupo RIC SC, Marcello Corrêa Petrelli, abriu os trabalhos e destacou que o Seminário servia para unir forças, mostrar que nosso Estado tem seus diferenciais e ainda consegue reunir opiniões diferentes para o mesmo embate que é a mudança para retomada do crescimento.
O jornalista Eduardo Oinegue destacou o papel do empresariado e os desafios perante o cenário de incertezas. Para Oinegue, a crise ainda não chegou a seu auge e ainda deve se agravar. Para enfrentá-la é preciso aumentar a percepção das virtudes de Santa Catarina. Segundo ele, é através de atitudes, com ousadia, iniciativa, planejamento e a execução, que as melhores características do estado serão ressaltadas. “O empresariado pode ajudar a promover o Estado, mas é preciso ter claro o que se quer destacar. É necessário apoiar mudanças que deem agilidade ao governo, estimular medidas modernizadoras, independente de quem as proponha. Apoiar, estimular e cobrar com firmeza, dando suporte ao enfrentamento das corporações”, resumiu.

Em sua fala, o presidente da Alesc Gelson Merisio enfatizou que as dificuldades enfrentadas neste momento devem-se em grande parte à mudança de geração política que impede as reformas. “Lá se vão 40 anos com a mesma geração à frente do país. Essa mudança de geração nos impõe obstáculos porque nós olhamos a Câmara dos Deputados e temos dificuldade de perceber líderes prontos, preparados, dispostos a serem maiores que os partidos e liderarem o processo de reforma”, disse.
Para o governador Raimundo Colombo, a crise é um momento em que somos testados e onde é necessário superar barreiras para construir um futuro mais promissor. “A mudança é um grande desafio, e o desafio traz para nós uma grande oportunidade. Fazendo com que Santa Catarina se aproveite disso, transformamos o estado para melhor. Essa harmonia, essa parceria é o que precisamos para alcançarmos o que nós precisamos”, enfatizou, referindo-se ao apoio dos líderes presentes.
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O governador citou a importância do diálogo e da troca de experiências entre poder público e iniciativa privada e destacou a necessidade de manter o otimismo no mercado. “Sabíamos que mudanças no atual modelo de Estado seriam necessárias. E estou confiante de que vamos melhorar bastante ao enfrentar a realidade que temos pela frente. O Brasil não precisa de um líder, precisa de muitos líderes. Não de uma instituição, mas sim de muitas instituições para encarar o desafio de construir um novo modelo. A sociedade não quer brigas, quer uma discussão produtiva. Vamos reunir o que temos de melhor”, afirmou, destacando que é "uma pena que o governo federal não possa liderar esse momento, mas a solução não é tirar a presidente. Precisamos organizar e continuar trabalhando para que tudo funcione como a sociedade merece".
Sobre o momento do debate com o governo federal sobre a renegociação da dívida, Colombo mostrou-se confiante. “A renegociação é significativa para o equilíbrio das nossas contas. Se nós continuarmos diminuindo nossas despesas, diminuindo nosso custeio e mantendo equilibrada a folha, se nós conseguirmos vencer esta terceira etapa de renegociação da dívida, nos próximos dez anos as contas de Santa Catarina estarão equilibradas”, prosseguiu, referindo-se ao desconto no saldo devedor.
O governador voltou a reafirmar, também, a postura contra o aumento de impostos, que penalizaria a sociedade em um momento de crise. “Vamos manter nossa política de não aumentar impostos em Santa Catarina. Isso é importante também para evitar o lado mais perverso da crise, que é o desemprego”, discursou, sob aplausos da plateia de empresários.