Atendendo pedido das entidades contábeis, Facisc pede alteração na implantação do Bloco K
Data de Publicação: 6 de outubro de 2015
A FACISC encampou o pedido das entidades contábeis junto aos parlamentares catarinenses depois da reunião realizada em julho no CRCSC. Algumas propostas de alteração nos ajustes que implementaram o Bloco K foram apresentadas. Todos os parlamentares catarinenses receberam o pedido e o Senador Paulo Bauer encaminhou ofício ao Ministro Joaquim Levy solicitando atenção ao pedido.
O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) também encaminhou oficio ao Governador do Estado Raimundo Colombo e ao Secretário da Fazenda Antônio Gavazzoni.
A exigência do Bloco K passará a valer em janeiro de 2016 e vai exigir detalhamento das informações de produção e estoque para o fisco. A obrigação será válida para todos os contribuintes do ICMS com exceção das empresas enquadradas no Simples Nacional.
PARA LEMBRAR
As lideranças contábeis estiveram reunidas no dia 23 de julho, na sede do CRCSC, para debater a implantação do Bloco K, do SPED Fiscal. O objetivo do encontro foi trazer à tona a preocupação das empresas e dos escritórios contábeis em relação à implantação, pois os pequenos negócios não possuem estrutura para se adaptar. A ideia colocada em pauta seria pedir prorrogação do prazo e solicitar novo patamar de receita para essa exigência, passando a ser obrigatório para faturamento a partir de R$ 78 milhões, por exemplo, o mesmo válido no eSocial.
O presidente do CRCSC, Adilson Cordeiro, fez uma apresentação técnica do Bloco K, que é a digitalização dos dados de controle da produção e estoque, por meio do qual organizações industriais e atacadistas deverão apresentar seus estoques e sua produção no SPED Fiscal. Para o presidente da Fecontesc, Tadeu Oneda, um dos problemas é o alto custo dos sistemas oferecidos.
O vice-presidente da Facisc, André Gaidzinski, participou do encontro para colocar a entidade à disposição e trabalhar em conjunto com a classe contábil. “Precisamos atuar em parceria, pois os profissionais de Contabilidade possuem o conhecimento técnico e podem subisidiar as empresas. Para conseguir gestionar alguma mudança, vamos levar essa questão ao conhecimento da bancada catarinense no Congresso Nacional", disse Gaidzinski.
O assessor jurídico da Facisc, Lucas de Assis, reiterou que a entidade empresarial pode assumir essa mobilização, tendo como base um relato técnico das dificuldades repassado pelas entidades contábeis e assim levar para a esfera federal para tentar reivindicar esse aperfeiçoamento.
Na reunião estavam o vice-presidente da Facisc, André Gaidzinski, o assessor jurídico da Facisc, Lucas de Assis, e os presidentes dos Sescons - Fernando Baldissera (Gde Fpolis), Eugênio Vicenzi (Sescon SC) e Nelson Mohr (Blumenau) - e ainda o vice-presidente do CRCSC Marcello Seemann, diretor do Sescon Blumenau Maurício Tobias, diretor do Sescon SC Jandival Ross, o diretor financeiro da Fecontesc Renato Calda e o presidente licenciado do Sescon Blumenau Jefferson Pitz.
O presidente do Sescon Blumenau, Jefferson Pitz, ressaltou que a nova obrigação exige das empresas qualificarem melhor o pessoal da área de controle, investindo em tecnologia e qualificação. “É uma mudança muito grande de cultura”. Já o presidente do Sescon Grande Florianópolis, Fernando Baldissera, observou que o Bloco K, precisa ser discutido pelas empresas, pois a informação terá que ser gerada e tratada por elas e não mais nos escritórios de contabilidade. Para o presidente do Sescon SC, Eugênio Vicenzi, esta é uma ótima decisão pois o Bloco K afeta mais a classe empresarial do que a contábil, sendo um assunto bastante complexo.