Empresas vão pedir aperfeiçoamento da implantação do Bloco K
Data de Publicação: 23 de julho de 2015
As lideranças contábeis estiveram reunidas na tarde dessa quinta-feira, 23 de julho, na sede do CRCSC, para debater a implantação do Bloco K, do SPED Fiscal. A novidade entra em vigor em janeiro de 2016 e vai exigir detalhamento das informações de produção e estoque para o fisco. A obrigação será válida para todos os contribuintes do ICMS com exceção das empresas enquadradas no Simples Nacional.
O objetivo do encontro foi trazer à tona a preocupação das empresas e dos escritórios contábeis em relação à implantação, pois os pequenos negócios não possuem estrutura para se adaptar. A ideia colocada em pauta seria pedir prorrogação do prazo e solicitar novo patamar de receita para essa exigência, passando a ser obrigatório para faturamento a partir de R$ 78 milhões, por exemplo, o mesmo válido no eSocial.
O presidente do CRCSC, Adilson Cordeiro, fez uma apresentação técnica do Bloco K, que é a digitalização dos dados de controle da produção e estoque, por meio do qual organizações industriais e atacadistas deverão apresentar seus estoques e sua produção no SPED Fiscal. Para o presidente da Fecontesc, Tadeu Oneda, um dos problemas é o alto custo dos sistemas oferecidos.
O vice-presidente da Facisc, André Gaidzinski, participou do encontro para colocar a entidade à disposição e trabalhar em conjunto com a classe contábil. “Precisamos atuar em parceria, pois os profissionais de Contabilidade possuem o conhecimento técnico e podem subisidiar as empresas. Para conseguir gestionar alguma mudança, vamos levar essa questão ao conhecimento da bancada catarinense no Congresso Nacional", disse Gaidzinski.
O assessor jurídico da Facisc, Lucas de Assis, reiterou que a entidade empresarial pode assumir essa mobilização, tendo como base um relato técnico das dificuldades repassado pelas entidades contábeis e assim levar para a esfera federal para tentar reivindicar esse aperfeiçoamento.
Na reunião estavam o vice-presidente da Facisc, André Gaidzinski, o assessor jurídico da Facisc, Lucas de Assis, e os presidentes dos Sescons - Fernando Baldissera (Gde Fpolis), Eugênio Vicenzi (Sescon SC) e Nelson Mohr (Blumenau) - e ainda o vice-presidente do CRCSC Marcello Seemann, diretor do Sescon Blumenau Maurício Tobias, diretor do Sescon SC Jandival Ross, o diretor financeiro da Fecontesc Renato Calda e o presidente licenciado do Sescon Blumenau Jefferson Pitz.
O presidente do Sescon Blumenau, Jefferson Pitz, ressaltou que a nova obrigação exige das empresas qualificarem melhor o pessoal da área de controle, investindo em tecnologia e qualificação. “É uma mudança muito grande de cultura”. Já o presidente do Sescon Grande Florianópolis, Fernando Baldissera, observou que o Bloco K, precisa ser discutido pelas empresas, pois a informação terá que ser gerada e tratada por elas e não mais nos escritórios de contabilidade. Para o presidente do Sescon SC, Eugênio Vicenzi, esta é uma ótima decisão pois o Bloco K afeta mais a classe empresarial do que a contábil, sendo um assunto bastante complexo.